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22 de jul. de 2008

Negociar o spread com o Banco

Devemos expor claramente a situação e perguntar quais as opções para amenizar o valor da prestação. Independentemente da resposta da instituição bancária, há que consultar outros concorrentes, informando que pretendemos transferir o crédito, no sentido de obter uma prestação mensal de valor mais reduzido.

Existem várias formas de conseguir uma prestação mais baixa: aumentar o prazo do empréstimo; solicitar a fixação de um valor residual de dez a 30 por cento do valor do empréstimo, para liquidar numa prestação única no último ano do mesmo (cuidado, pois, no final, terá de pagar de uma só vez este valor; por isso,é melhor começar a poupar); solicitar a fixação da prestação para os próximos cinco ou dez anos (embora, neste caso, o spread vá ser, certamente, mais alto)... porém, tenha em atenção as contrapartidas que cada propostas implica, isto é, seguros, cartões de crédito, etc.
Para baixar a taxa de juro, faça valer a sua posição de cliente, como os produtos contratados e o facto de a casa valer mais hoje do que o montante que tem em dívida.
A resistência à negociação é maior nos consumidores que já têm um crédito há vários anos. Mais
de metade nunca tentou sequer melhorar as condições junto do seu banco e quase 90% mantém-se. Tendo em conta que estes empréstimos foram contratados há sete anos, em média, altura em que as taxas de juro e os spreads estavam acima das actuais (os melhores em cerca de 1%, quando hoje rondam 0,5%), podemos concluir que estão a perder muito dinheiro.



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21 de jul. de 2008

Comparar crédito à habitação dos bancos

1. TAE
A TAE é, individualmente, a variável mais importante na escolha de um crédito. A TAE reflecte o custo total do empréstimo, incluindo indexante (Euribor), spread e outros custos (e.g., seguros). Como é evidente, quanto mais baixa, melhor.

2. Produtos necessários subscrever para o crédito
Para se poder beneficiar das melhores taxas os bancos obrigam à subscrição de variados produtos, como cartões de crédito, seguros, PPRs e outros. É importante ter este ponto em atenção, pois pode originar despesas e obrigações não desejáveis.

3. Comissões por amortizações antecipadas
Hoje em dia as comissões por amortizações antecipadas estão limitadas por lei, mas alguns bancos não chegam sequer a cobrar qualquer comissão em certos casos (e.g., amortizações até 50% do capital em dívida), é uma questão de procurar.

4. Taxas promocionais e sua duração
Com a alta das taxas de juro é frequente os bancos oferecerem no primeiro ano (e por vezes no segundo) spreads promocionais, ou mesmo spreads de 0%, que podem gerar poupanças adicionais.

5. Método de revisão da Euribor
Nas datas de revisão da Euribor os bancos utilizam diferentes métodos de cálculo da mesma. O mais normal é o valor da Euribor ser a média das taxas Euribor respectivas do mês anterior e, na minha opinião, o método mais simples.

6. Euribor a 365 ou 360 dias
A regra geral é o cálculo da Euribor ter por base os 365 dias, mas os 360 dias são mais favoráveis para o consumidor. Se conseguir encontrar um banco que utilize o cálculo a 360 dias, melhor.

7. Juros calculados diariamente ou mês a mês
Quando um banco calcula os juros diariamente (embora só os credite no final do mês), o valor da prestação varia mês a mês, o que é pouco agradável. É preferível optar pelos produtos com juros calculados mensalmente, pois sabemos que a alteração do valor da prestação só pode ter origem numa mudança de taxa (indexante ou spread).

8. Euribor
Qual a Euribor subjacente ao crédito? 3, 6 ou 12 meses? Normalmente as Euribor de menor prazo são taxas ligeiramente menores, mas como as revisões são mais frequentes também reflectem mais rapidamente quaisquer subidas.

9. Spread
Ainda que o spread esteja reflectido na TAE, é sempre um ponto a ter em conta, pois reflecte a rentabilidade e o risco que o banco está a assumir ao disponibilizar o crédito.

10. Seguros e outros custos
Os seguros, tal como o spread, também estão reflectidos na TAE, mas é interessante verificar qual o impacto mensal/anual que a componente dos seguros irá ter no total da prestação.



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Como amortizar dívidas do cartão de crédito?

As divídas do seu cartão de crédito cresceram muito e você tem dificuldade em amortizá-las. Conselhos do que fazer e não fazer:


Não crie novas dívidas : regra nº 1
Levantar uma nova dívida para quitar outra não resolve o problema, muito ao contrário. Em geral, você acaba optando por alongar o prazo para reduzir o valor da prestação, o que implica em gastos ainda maiores com juros.
Consolidar várias dívidas em uma única é outra solução que exige cautela, já que, em muitos casos, as condições oferecidas não são tão vantajosas, ou têm duração muito limitada, de forma que você não resolve o problema.


Economize onde conseguir
Mas, então, o que fazer? Abaixo selecionamos algumas dicas simples que podem ajudá-lo a economizar em suas despesas mensais, o que certamente deve contribuir para o pagamento da sua dívida.


Não gaste com coisas supérfluas
Não perca de vista a sua prioridade financeira no momento: pagar integralmente o saldo devedor do seu cartão. Suas decisões de consumo devem levar esta meta em consideração. Portanto, nada de comprar roupas ou sapatos novos, brinquedos para as crianças, CDs novos etc.
Todos esses gastos podem esperar até você pagar a dívida do seu cartão. Aqui vai uma lembrança: segundo o IBGE, na média nacional brasileira, os gastos com vestuário, despesas pessoais e diversos respondem por entre 2,30% e 4,68% das despesas totais. Assim, ao reduzi-los pela metade, você cortaria entre 1,15% e 2,34% das suas despesas.


Reorganize o seu lazer
O objetivo aqui não é propor que você se tranque em casa e não faça mais nada até que a sua dívida esteja paga, mas que tenha mais controle na hora de gastar. Assim, que tal trocar o cinema com amigos, que só em entradas, pipoca e refrigerante pode custar mais de R$ 40, por um vídeo em casa, que lhe custará algo como R$ 10 e garante o mesmo divertimento?
O momento é de economizar. Segundo o IBGE, as despesas com recreação representam 1,97% das despesas totais das famílias brasileiras. Corte-as em um terço e você terá economizado 0,65% dos seus gastos.


Poupe no celular e telefone
Muitas das despesas que pesam no nosso orçamento hoje em dia não faziam parte dos gastos das famílias na década de 80. Um exemplo disso são os gastos com telefone celular. Use o seu telefone de forma consciente: se você sabe que a pessoa com quem quer falar está em casa, opte por ligar no telefone fixo. Os custos são bem menores.


Economize com alimentação
Cortar gastos supérfluos e não essenciais ajuda. Porém, dependendo do tamanho da sua dívida no cartão, pode não ser suficiente. Assim, é preciso fazer um esforço para cortar os grandes gastos. E um item que pesa bastante no orçamento de qualquer família é o gasto com alimentação.
Opte por alimentos frescos da estação, ao invés de congelados. Pesquise produtos de marcas próprias. Ao invés de pedir pizza para entregar em casa, o que facilmente lhe custaria R$ 35, com refrigerante incluído, opte por comprar uma pizza semi-pronta e fazê-la em casa. Desta forma você economiza quase R$ 25! Faça as contas do número de vezes que pede pizza e veja o quanto pode economizar.
Os gastos com alimentação respondem por 17,10% das despesas das famílias brasileiras. Siga as dicas acima, que você facilmente corta estes gastos em 10%.


Poupe nos transportes
Tomando como base o levantamento da ANP (Associação Nacional de Petróleo) quanto ao preço dos combustíveis no País, pode-se verificar que tanto no caso da gasolina quanto no do álcool há diferença de preços mesmo dentro de uma mesma cidade como São Paulo e Rio de Janeiro.
Por sua vez, os gastos com transporte das famílias equivalem a 15,19% das despesas totais. Uma boa pesquisa de preços em postos confiáveis, assim como o uso mais consciente do seu carro, pode permitir uma boa economia.


Use melhor o seu dinheiro
Economizar é apenas parte do problema. Para ser bem-sucedido, você precisa aprender a tomar decisões mais inteligentes para o seu dinheiro. Quando sair às compras, faça uma lista e deixe o cartão em casa. Antes de comprar, pergunte-se: será que eu preciso ou quero isso?

Em caso afirmativo, pague à vista, de preferência em dinheiro. Isso faz com que você tenha uma consciência maior do gasto, do que a simples assinatura de uma fatura ou cheque. Não vá ao shopping para “passar tempo”. Ao invés disso, procure outras atividades para ocupar a sua mente: leia um livro, dê um passeio com o seu cachorro, vá ao parque.


Tente renegociar as suas dívidas
Se, mesmo após todos esses cortes, você perceber que não conseguirá quitar a sua dívida rapidamente, mantenha o plano de redução dos gastos, e entre em contato com o banco emissor do cartão para tentar uma renegociação da dívida. Agora que tem uma idéia mais clara das suas despesas e do potencial de economia mensal, você está mais preparado para renegociar.

Caso tenha acumulado dívidas em mais de um cartão, dê preferência para aquele cujos juros são mais altos. Mas mantenha o pagamento mínimo do outro cartão em dia. Após pagar as suas dívidas, cancele o cartão cujos juros são mais altos e mantenha apenas o outro. No seu caso, que tende a usar o cartão para crédito, é importante optar pelo cartão que cobra juros mais baixos.



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